URGENTEMENTE - é urgente o amor. é urgente um barco no mar. é urgente destruir certas palavras. odio, solidão e crueldade, alguns lamentos muitas espadas. É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras Cai o silêncio nos ombros e a luz impura, até doer. É urgente o amor, é urgente permanecer. Eugénio de Andrade





Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012

AMOR ETERNO ??????


É moda? Dizem que tem anos! Apareceram agora no Porto, na Ponte D. Luís, os cadeados de amor eterno! As pontes em vários países são os locais dessa cerimónia. Enfeitam os cadeados, com desenhos, palavras de amor, os seus nomes, prendem os aloquetes no gradeamento da ponte e atiram a chave ao rio. Dourados ou prateados, grandes ou pequenos!  

AMOR ETERNO QUANDO TUDO É TÃO TEMPORÁRIO!

Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

«AS PALAVRAS DO CORPO»

Foram publicadas os poemas eróticas de Maria Teresa Horta, que cedo, de uma forma para o tempo inovadora e ousada, que lhe causou problemas, assumiu o corpo, a sexualidade e o prazer.
No livro «As Palavras do Corpo» foram reunidos todos os seus poemas com esta temática.

CORPO DOS VERSOS

O lince da tua boca
deitado no meu poema
bebe o corpo dos meus versos
devora-lhes a alma acesa
Com as pernas pula e enlaça
a linguagem desvenda
Com as garras desce-lhe as alças
aceita a febre descalça
Crava os dentes na sintaxe
lambe devagar as letras
Sente-se a rima onde se enrreda
possui a escrita sem pena
procura a nudez da página
tem um orgasmo de seda.

Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

O FACEBBOK ESTÁ A TORNAR-NOS INFELIZES?


O facebook não pára de ser assunto do dia, visto de vários ângulos, que vão desde insegurança, censura à influência psico-sociológico. Foi feito um estudo pela Harvard Business Review, foram estudados vários aspectos deste fenómeno que avassalou o mundo.

 CONCLUSÃO: O FACEBBOK ESTÁ A TORNAR-NOS INFELIZES!

Três vectores são destacados:

1 – Está a criar uma cultura online de competição e comparação. A tendência é sempre para partilhar aspectos positivos, evitando mencionar as partes mais monótonas e negativas da vida. Independentemente de quão bem-sucedidos somos e que objectivos alcançamos, sempre poderá motivar um repensar da fasquia da nossa definição de sucesso. Descobrimos padrões difíceis de alcançar e isso torna as pessoas infelizes.

2 – Está a fragmentar o nosso tempo. São usados vários meios de acesso ao facebook e assim se anda descoordenadamente entre a vida real e a vida virtual. Distracções constantes levam a resultados ineficientes a nível profissional, que afectam a auto-estima.

3 – Enfraquece as relações mais próximas. O facebook já não é um complemento da nossa vida real, mas um elemento imprescindível. Conversa-se no facebook em vez de ter uma conversa real, porque é mais fácil. A consequência é uma desmotivação de uma forma mais rica de comunicação – um encontro pessoal, uma chamada telefónica, um encontro num restaurante ou café, um passeio… assim as pessoas perdem oportunidades de interagir mais profundamente.

Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

Cruzeiro Seixas

Cruzeiro Seixas, irreverente e insubmisso, é um nome cimeiro do surrealismo português. Vai ser homenageado em duas exposições, onde são apresentadas uma centena de obras originais. Pinturas e desenhos de várias épocas, que ilustram o seu percurso iniciado nos anos 40 do século XX, ao lado de Mário Cesariny e de outros compangnons de route.


Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012


Depus a máscara e vi-me ao espelho...
Era a criança de há quantos anos .
Não tinha mudado nada...

É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
É-se sempre criança,
O passado que foi
A criança.

Depus a máscara e tornei a pô-la.
Assim é melhor,
Assim sou a máscara.

E volto à personalidade como um términos de linha.

Álvaro de Campos

Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

Poema de agradecimento à corja

Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado
pelo exemplo que se esforçam em nos dar de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.

Joaquim Pessoa

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

BELEZA INTEMPORAL - PALÁCIO VILA FLOR - GUIMARÃES



Com os seus jardins de buxo, (Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista 2006 ) , o palácio e envolventes estiveram na posse da família Lopes Carvalho até 1829. Em 1750, aí se realizaram os grandes festejos comemorativos da aclamação do rei D. José I., data em que foram vendidos à família Arrochela, que ali recebeu D. Maria II, na sua visita à vila, em 23 de Junho de 1853, que determinou a elevação da vila de Guimarães a cidade. Em 1881 a família Arrochela vendeu o palácio a António Soares Veloso, homem de negócios e fomentador da Companhia de Caminho de Ferro de Bougado a Guimarães. Em 1884, recebeu a I Exposição Industrial de Guimarães. Foi posteriormente adquirido pela família Jordão que o vendeu à Câmara em 1976.

Abandonado durante anos, o palácio sofreu intervenções para instalar o Pólo de Guimarães da Universidade do Minho e, depois, a Academia de Música, uma oficina de teatro, um organismo universitário e salas para formação profissional.
Em 2005, depois de um profunda recuperação tornou-se o Centro Cultural Vila Flor, principal equipamento cultural de Guimarães.